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Sempre o Sportem...

por alho_politicamente_incorreto, em 30.11.12

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»Em Portugal, lei é para burro ler e esperto interpretar.» SERÁ?!

por alho_politicamente_incorreto, em 29.11.12

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Porque devem os pais

pôr os filhos a chorar?

 

A ideia de fazer tudo para que os filhos sejam felizes, evitando que chorem, está ultrapassada. A teoria de disciplinar sem que a criança chore está desactualizada, diz Gordon Neufeld, psicólogo clínico canadiano que esteve em Portugal no final da semana.

“As crianças precisam da tristeza, da tragédia para crescerem. Precisam de ter as suas lágrimas”, defende. Nos primeiros meses e anos de vida, o “não” dito pelos pais ajuda a disciplinar, em vez de estragar a criança. “Estamos a perder isso na nossa sociedade, não admira que as crianças estejam estragadas com mimos. Afinal, elas são sempre as vencedoras”, continua o investigador que esteve em Lisboa a convite da empresa BeFamily, do Fórum Europeu das Mulheres, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas e da Associação Portuguesa de Imprensa.

Na conferência sob o lema “Vínculos Fortes, Filhos Felizes”, Neufeld defende que só se atinge o bem-estar através da educação e que esta deve estar a cargo das famílias e não do Estado. E para garantir o bem-estar de qualquer ser humano ou sociedade é necessário preencher seis necessidades.

A primeira é o “aprender a crescer” e para isso há que chorar, é preciso que a criança seja confrontada, que viva conflitos, de maneira a amadurecer, a tornar-se resiliente, a saber viver em sociedade.

A segunda necessidade é a de a criança criar vínculos profundos com os adultos, estabelecer relações fortes. Como é que se faz? “Ganhando o coração dos filhos. É preciso amarmos e eles amarem-nos. Temos de ter o seu coração, mas perdemos essa noção”, lamenta o especialista que conta que, quando lhe entram na consulta pais preocupados com o comportamento violento dos filhos, a primeira pergunta que faz é: “Tem o coração do seu filho?”, uma questão que poucos compreendem, confidencia.

E dá um exemplo: Qual é a principal preocupação dos pais quanto à escola? Não é saber qual a formação do professor ou se este é competente. O que os pais querem saber é se a criança gosta do docente e vice-versa. “E esta relação permite prever o sucesso académico da criança”, sublinha Neufeld, reforçando a importância de “estabelecer ligações”.

E esta ligação deve ser contínua – a terceira necessidade –, de maneira a evitar problemas. Neufeld recorda que o maior medo das crianças é o da separação. Quando estão longe dos pais, as crianças começam a ficar ansiosas e esse sentimento pode crescer com elas, daí a permanente procura de contacto, por exemplo, entre os adolescentes com as mensagens enviadas por telemóvel ou nas redes sociais, muitas vezes, ligando-se a pessoas que nem conhecem, alerta o especialista.

O canadiano recomenda que os pais estabeleçam pontes com os seus filhos. Quando a hora da separação se aproxima, há que assegurar que o reencontro vai acontecer. Antes de sair da escola, dizer “até logo”; à hora de deitar, prometer “vou sonhar contigo”. 

Mas a separação não é só física, há palavras que separam como “tu és a minha morte” ou “tu és a minha vergonha”. Mesmo quando há problemas graves para resolver, a frase “não te preocupes, serei sempre teu pai” ajuda a lembrar que a relação entre pai e filho é mais importante do que o problema. Hold on to your kids é o nome do livro que escreveu e onde defende esta teoria.

A importância de brincar

A quarta necessidade a ter em conta para garantir o bem-estar dos filhos é a necessidade de descansar. Cabe aos adultos providenciar o descanso e este passa por os pais serem pessoas seguras e que assegurem a relação com os filhos.

As crianças precisam que os pais assumam a responsabilidade da relação, que mantenham e alimentem a relação, de modo a que elas possam descansar e, nesse período, desenvolver outras competências. Uma criança que está ansiosa pela atenção dos pais não está atenta na escola, por exemplo.

Brincar é a quinta necessidade a suprir. Não há mamífero que não brinque e é nesse contexto que se desenvolve, aponta Neufeld. E brincar não é estar à frente de uma consola ou de um computador; é “movimentar-se livremente num espaço limitado”, não é algo que se aprenda ou que se ensine. E, neste ponto, Neufeld critica o facto de as crianças irem cada vez mais cedo para a escola, o que não promove o desenvolvimento da brincadeira. “Os ecrãs estão a sufocar a brincadeira e as crianças não têm tempo suficiente para brincarem”, nota o psicólogo clínico que, nas últimas semanas, fez um périplo por vários países europeus, tendo sido ouvido no Parlamento Europeu, em Bruxelas sobre “qualidade na infância”.

Por fim, a sexta necessidade é a de ter capacidade de sentir as emoções, de ter um “coração sensível”. “Estamos tão focados em questões de comportamento, de aprendizagem, de educação; em definir o que são traumas; que nos esquecemos do que são os sentimentos. As crianças estão a perder os sentimentos quando dizem ‘não quero saber’, ‘isso não me interessa’, estão a perder os seus corações sensíveis”, diz Neufeld.

Em resumo, é necessário que os pais criem uma forte relação emocional com os filhos, de maneira a que estes sejam saudáveis. Os pais são os primeiros e são insubstituíveis na educação dos filhos e são eles que devem ser responsáveis pelo seu desenvolvimento integral e felicidade. Se assim for, estarão também a contribuir para o bem-estar da sociedade.

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Esclarecedor.

por alho_politicamente_incorreto, em 27.11.12

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Em "A Lanterna", de 17 de dezembro de 1870.

por alho_politicamente_incorreto, em 26.11.12

Publicado há 140 anos!....


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A palavra aos cidadãos

Por José Manuel Alho

Sabe-se agora que o anunciado corte de despesa de 4 mil milhões deverá ser feito à custa da redução dos encargos estatais nas áreas da saúde, educação e prestações sociais. Ainda que reconheça que, em alguns momentos, a despesa pública possa ser moderadamente reduzida, temos que o futuro não reserve uma efetiva reforma. O que, afinal, parece estar em causa é a necessidade de um corte puro e duro, com a inusitada assessoria externa, sem atender a um verdadeiro desígnio que a todos convoque o mobilize.

Fico desde logo apreensivo quando os comentadores do costume nos fora habituais se apressam a garantir “ou fazemos isto ou deixaremos de ter dinheiro para pagar salários e pensões”. Neste particular, cumpre perceber se estaremos ou não perante uma chantagem mal explicada. Com efeito, dever-se-ia antes ouvir que, em caso de rutura financeira, o Estado, numa primeira fase, deixaria de poder suportar os encargos com as PPP ou as rendas na área das energias. A menos que as prioridades estejam mesmo perversamente invertidas, a narrativa que parece ser impingida à opinião pública carecerá de maior consistência.

No essencial, estamos a falar de cortes em áreas estruturantes onde se situam os principais indicadores de desenvolvimento humano. A saber: aumento da expectativa de vida, queda da mortalidade infantil, diminuição da taxa de analfabetismo, mobilidade social e redução do índice de desigualdades sociais. Mais do que censurar veementemente expedientes ardilosos de alteração dos preceitos constitucionais, importará saber se, por detrás desta recentemente descoberta urgência de cortar 4 mil milhões de euros, não existirá uma espécie de agenda para concessionar a privados os derradeiros setores que ainda significarão disputadas fontes de lucro: pensões, saúde e educação.

"Neste particular, cumpre perceber se estaremos ou não perante uma chantagem mal explicada. Com efeito, dever-se-ia antes ouvir que, em caso de rutura financeira, o Estado, numa primeira fase, deixaria de poder suportar os encargos com as PPP ou as rendas na área das energias. A menos que as prioridades estejam mesmo perversamente invertidas, a narrativa que parece ser impingida à opinião pública carecerá de maior consistência.

Ademais, sou daqueles que pensa que cabe ao Estado garantir, a todos e em condições de democraticidade inclusiva, o cumprimento de tão sagrados princípios civilizacionais. Imagine-se que a capital era de novo abalada por forte terramoto. Se a saúde e a segurança social estivessem entregues a privados, que respondem perante os acionistas, o que poderiam os pobres e outros desvalidos esperar? Há responsabilidades que não são transmissíveis ou delegáveis com tão frugal desprendimento. Mesmo que as crises sejam (para alguns) um mercado de oportunidades.

Em complemento, alerta-se que a estabilidade desta tão singular quanto periférica nação foi oportunamente alcançada por meio de um contrato social que poderá estar em vias de ser violado ou simplesmente desfeito. O Estado Providência, a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde são conquistas impenhoráveis. A sua destruição significaria um retrocesso que prejudicaria gerações e abalaria os fundamentos da nossa estrutura social.

Uma vez que as vantagens do planeamento e da previsão terão sido engolidas por este cenário de transição incerta, cabe-nos aceitar que já não sabe(re)mos ao certo o que queremos e o que podemos. Neste contexto em que os Estados parecem ter abandonado os seus cidadãos, negligenciando os seus direitos e aspirações, revelam-se, em todo o seu esplendor, a falência da reputação do Estado e o fracasso da divinização dos mercados.

Mais do que nunca, afigura-se premente devolver a palavra e a ação aos cidadãos. Felizmente, a cidadania não tem valor monetário. Daí que seja tão preciosa e decisiva.

José Manuel Alho


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E a montanha pariu um... ELEFANTE. Ganda galo!

por alho_politicamente_incorreto, em 20.11.12

Alunos do básico custam

menos ao Estado no público

do que no privado 

O custo médio por turma dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico é actualmente menor nas escolas públicas do que nos colégios que têm um contrato de associação com o Estado. Segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), o Estado paga em média 70.256 euros pelas turmas dos 2.º e 3.º ciclos das escolas públicas. A verba acordada para este ano com os colégios com contratos de associação é de 85.200 euros por turma.      

    Por não ter feito este exercício, o TC alertava no seu relatório que os dados apurados não poderiam ser extrapolados para os anos subsequentes. Já o grupo de trabalho designado pelo MEC considera que, devido aos ajustamentos realizados, as estimativas a que chegou são válidas para 2012/2013.

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Crónica.

por alho_politicamente_incorreto, em 18.11.12

São mais as vozes

que as nozes?...

Publicado aqui

Por JOSÉ MANUEL ALHO

 

Anabela engrossou a já bem abastecida lista de médicos dentistas sem emprego. Apesar da disponibilidade financeira dos pais, que cedo fizeram sentir o orgulho que seria ver a filha médica, a opção não recaiu na abertura de um consultório próprio. Seria o derradeiro passo para um abismo ainda maior. Sem dinheiro, as pessoas já começaram a cortar também no essencial. Na sua saúde. Por outro lado, emigrar nem chegou a ser uma possibilidade. Esta jovem, ainda que perceba a força das circunstâncias, é a primeira a reconhecer não ter espírito (de) emigrante. Por ora, esse limite ainda não chegou.

 

Na sequência de uma navegação fortuita pela internet, deparou-se com um concurso promovido pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território destinado a jovens produtores de nozes. Um caderno de encargos que não achou particularmente penoso ou inatingível logrou acossar o arrojo que os seus vinte e seis anos alimentam com destemida naturalidade.

 

Pensando otimizar parte dos terrenos de cultivo há muito pertença do pai por transmissão familiar, foi óbvio o raciocínio em forma de desafio: poderei ser uma empresária da agricultura?

 

A ideia ficou a marinar por uns tempos. É natural de Ferreira do Alentejo e ali a vida tem outra cadência. Aquela zona de vastas planícies verdejantes, douradas ou tingidas de castanho, conforme a época, borrifadas por barras de azul e amarelo sobre cal, é dona de uma beleza única que tudo relativiza. Ao longe enxergam-se pequenos planaltos, agraciados por vetustos moinhos, onde o azul do céu, talhado por um sobreiro, se junta em desgarrada ao verde das searas e dos campos de regadio. E são esses os cenários que acolhem a ponderação.

 

Recolheu literatura diversa sobre tão concreta atividade. Numa brochura entretanto remetida por um destes institutos públicos percebeu:

 

- (…) o mercado das nozes em casca onde Portugal importa cerca de 95% do que consome é bastante original. O seu consumo restringe-se essencialmente ao último trimestre do ano, descendo drasticamente até à Páscoa e a partir daí é quase nulo. As nozes importadas têm origem no Chile, França e Estado Unidos da América. A produção mundial é de aproximadamente 1 200 000 t e a China é o maior produtor. Admitindo que as nozes que aparecem no mercado são frescas - o que nem sempre acontece… - e considerando que o prazo de consumo de nozes naturais não deve ir além dos 11 meses e nozes lexiviadas (branqueadas) menos 2 ou 3 meses, a produção nacional pode ter algum interesse, principalmente para as nozes produzidas no Baixo Alentejo em que há variedades cuja apanha começa entre 10 e 15 do mês de Setembro e passados 4 dias estão disponíveis.”

"A ideia ficou a marinar por uns tempos. É natural de Ferreira do Alentejo e ali a vida tem outra cadência. Aquela zona de vastas planícies verdejantes, douradas ou tingidas de castanho, conforme a época, borrifadas por barras de azul e amarelo sobre cal, é dona de uma beleza única que tudo relativiza. Ao longe enxergam-se pequenos planaltos, agraciados por vetustos moinhos, onde o azul do céu, talhado por um sobreiro, se junta em desgarrada ao verde das searas e dos campos de regadio. E são esses os cenários que acolhem a ponderação.

Foi também lendo que descobriu que as características dos terrenos disponíveis estavam próximas do ideal: solos fundos, ricos e bem drenados, que muito raramente se encharcam.

 

Decidida a formalizar a sua propositura ao concurso nacional, resolveu deslocar-se à Feira de São Miguel em Penela - mais conhecida por Feira das Nozes e criada em 1433 por ordem de D. Duarte em resposta a um pedido do seu irmão, D. Pedro. Por entre a música, o teatro, a animação de rua e as exposições, Anabela aproveitou cada momento para se familiarizar com as exigências e as carências do setor.

 

Sentiu-se revigorada. A visita àquele certame ultrapassara todas as expectativas. Alcançando o vasto leque de ofertas de consumo das nozes (em cru como aperitivo ou sobremesa, sozinha, combinada com outro alimento ou ainda como ingrediente em muitos pratos, saladas e gelados) a jovem dentista consolidara a sua escolha de tornar-se uma empresária da noz. Determinada a não ser mais uma voz em busca de um financiamento estatal, Anabela tudo fará para ser diferente e assim não dar razão ao premonitório adágio de que, muitas vezes, “são mais as vozes que as nozes”…

José Manuel Alho

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Nem mais!

por alho_politicamente_incorreto, em 17.11.12

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Vida.

por alho_politicamente_incorreto, em 16.11.12

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